Quando te vejo, sorrio...
A tristeza, a dor, as lágrimas...
Desaparecem...
Como que por magia...
O mundo, outrora a preto e branco,
Ganha cor e brilha, emanando um calor que me aconchega
E me dá vontade de (te) querer mais e mais!
Sabes-me a um dia passado na cama, a ouvir a chuva cair lá fora...
A um mergulho no mar, quando o calor aperta...
A um gelado numa noite de Verão...
A um passeio de mãos dadas...
Ao cheiro da terra molhada...
Mas, às vezes, quando os nossos olhares se cruzam...
As lágrimas enchem-me os olhos de água,
Desejosas de fugirem pela minha face...
A tristeza invade-me,
Fruto de um silêncio forçado, que não decretei...
Incompreensível...
E aí...
Lembras-me o último dia de férias...
O toque do despertador pela manhã...
Um telefone que ninguém atende...
Uma carta sem resposta...
Um beijo de despedida...
Amo-te.
Mesmo sabendo que nunca serias capaz de me fazer feliz.
bjs
Ana
A chuva cai lá fora e eu penso em ti...
Na vontade que tenho de te abraçar,
de sentir o teu calor e o cheiro do teu perfume.
De te contar como foi o meu dia
ou de te desejar uma boa noite.
De rir contigo...
Coisas simples que constroem
e cimentam uma amizade.
Há muito que deixei de olhar para o telefone
à espera de uma chamada tua...
Como se a tua voz, do outro lado,
pudesse matar um pouco
estas saudades que me consomem...
Atenuar a mágoa que deixaste,
ainda que envolta em sentimentos bonitos e profundos,
que tento manter à tona...
Tantas palavras por dizer...
Tantas conversas que não tivemos...
Inúmeras dúvidas por esclarecer...
Apetece-me gritar o teu nome ao vento,
Mergulhar no verde dos teus olhos,
uma e outra vez...
Mas não posso...
Sobretudo, não devo...
Sob pena de dar um passo atrás,
num caminho por demais sinuoso...
Ao longo do qual aprendi quão difícil e penoso
é percorrer a estrada que me afasta de ti, mas me aproxima de mim...
O tempo não pára...
A vida é uma montanha russa demasiado rápida
para que possamos pedir para parar e sair a meio...
Quero continuar a minha viagem, sem arrependimentos...
De consciência tranquila e sabendo que,
mesmo que tenha falhado,
foi sempre na tentativa de fazer o melhor possível...
bjs
Ana
Posso disfarçar a tristeza...
Fingir que me esqueço de que tenho saudades...
Posso até brincar às escondidas com o vazio que ficou aqui dentro...
Mas os meus olhos denunciar-me-ão sempre...
bjs
Ana
Por momentos, o sol brilhou...
Lembrei-me de como é sentir o seu calor na pele
e da agradável sensação de evasão que pode proporcionar...
Senti-me viva!
Não que eu duvide de que ele está sempre bem no fundo,
por trás das nuvens compactas e cinzentas, mas porque não tinha a certeza
de que eu estivesse disposta a deixá-lo entrar de novo.
Não chegou para me arrepiar, nem para que o céu fique limpo de vez,
mas mostrou-me que, afinal, talvez haja esperança... embora sem grandes ilusões.
Foi apenas um raio de sol que teve o poder de me distrair e fazer contemplar o horizonte...
Obrigada.
bjs
Ana
A tua pele arde,
quando o teu corpo se funde com o meu,
numa luxuriosa dança de desejo e paixão,
ritmada pela loucura,
e da qual ambos sabemos a coreografia de cor...
Mas, o que me queima...
O que me queima sempre...
é o gelo de que é feito esse teu coração...
bjs
Ana
Esta era uma noite para te amar...
Para passearmos de mãos dadas...
Para dizermos segredos ao ouvido e esquecermo-nos de que o mundo existe, enquanto trocamos beijos arrebatadores...
Para partilharmos cada segundo...
Para rirmos, numa cumplicidade só nossa e que o resto do mundo não foi feito para compreender...
Para perdoarmos erros...
Para redescobrimos o mapa dos sentidos...
E cada centímetro de pele um do outro...
Para recordarmos o sabor da fantasia e a textura do prazer...
Numa dádiva mútua de união plena...
Para sonharmos juntos...
Vermos o mar...
Matarmos saudades...
Uma noite para lembrar e para esquecer...
Esta era uma noite para te amar...
Uma noite como outra qualquer...
bjs
Ana
Queria vaguear ao sabor das marés,
alternando entre a calmaria de um dia sem vento
e um turbilhão de emoções, quando o mar fica agitado...
Libertar os gritos contidos,
soltar a fúria na rebentação...
Fazer baloiçar os barcos,
apenas o tempo suficiente
para não lhes conhecer os nomes...
Para não ter saudades...
Brincar com as gaivotas,
sem pena de vê-las partir para longe...
Ser abraçada pelo calor do Sol
e sentir o reflexo do beijo da Lua,
numa noite quente de Verão...
Saborear o sal
e misturar-me com a chuva,
num licor agri-doce que dá de beber à natureza...
E, finalmente, desmaiar na areia
e poder começar de novo,
num qualquer outro oceano distante...
bjs
Ana
Deixou-lhe nódoas negras na alma...
golpes no peito,
feridas no amor próprio
e um cadeado no coração...
E a chave desapareceu com o tempo,
por entre os momentos em que julgou serem um só
e aqueles em que, tristemente, descobriu ser apenas uma...
Precisa que a dor acabe e que o sofrimento tenha fim...
Mas olha para si e vê as cicatrizes...
Sente-as a latejar,
cheias de recordações agri-doces,
envoltas em gazes embuídas de saudade...
Onde foi que nos perdemos?
Em que parte do caminho me largaste a mão?
Bjs
Ana
Fixou os olhos numa das tantas fotografias que a rodeiam
e deixou escapar uma lágrima...
Nem ela sabe ao certo porquê...
Saudades?
Tristeza?
Revolta?
Talvez um pouco de todas...
Gostaria de voltar a ter aquele sorriso,
aqueles olhos brilhantes,
aquela expressão de felicidade
estampada no rosto...
o mesmo que agora olha para ela
através da moldura
e lhe parece tão diferente
do reflexo que vê no espelho...
Quer sonhar novamente de olhos abertos,
sentir tamanha cumplicidade....
Dizem que não se deve voltar
a um local onde já se foi feliz,
mas ela visita-os,
nem que seja apenas através das recordações que guarda,
numa atitude masoquistamente consciente...
Por tudo isto, às vezes,
evita pousar os olhos nos retratos,
embora também não seja capaz
de os arrumar numa caixa, à espera do pó que o tempo traz...
Ficariam longe da vista,
sem dúvida....
Mas nunca longe do coração....
bjs
Ana
Chega-se para o outro lado da cama,
mas, em vez do calor e do conforto
daqueles braços fortes,
onde queria aninhar-se,
encontra o vazio...
Um vazio que a enche de saudades,
daquele abraço que gostava de acreditar
que lhe dava segurança contra todos os males,
que a protegia de quem quer que fosse
e que a fazia... feliz...
Momentos partilhados,
segredos sussurados
ao ritmo da respiração ofegante de ambos,
do frenesim dos seus corpos,
sempre em sintonia,
de beijos vorazes,
plenos de desejo e de paixão...
Silêncio...
Recordações guardadas
entre os lençóis do tempo que entretanto passou...
O calor que delas emana
acaba por aquecer-lhe a alma,
apesar da cama vazia
a que ainda não foi capaz de se habituar...
Mas, amanhã, à mesma hora,
sabe que vai procurar, novamente,
os seus braços...
Afinal, ainda não arranjou
espaço na sua vida
para tamanho vazio...
bjs
Ana
Forçada pelas circunstâncias,
abre ligeiramente a mão
e sente os grãos de areia
a escorregarem-lhe por entre os dedos...
A areia que a ajudou a construir
os pilares da vida,
como sempre a conheceu...
Cada grão transporta
um momento,
uma recordação,
laivos de saudade,
polvilhados com um felicidade
inocente, pura...
E, aos poucos,
vão caindo,
desvanecendo-se por entre a paisagem,
misturando-se com outros tantos,
no chão da praia da sua vida...
Tem noção de que chegará o dia
em que abrirá, totalmente, a mão...
mas sabe que, até mesmo nessa altura,
na sua palma
permanecerá areia...
E essa só o vento poderá levar...
Ainda assim,
resistindo à brisa do tempo,
haverá grãos que ficarão colados à sua pele...
porque há momentos
que a maldade não destroi,
o desgosto não apaga,
as lágrimas não afogam
e o tempo não leva...
bjs
Ana
E, de repente,
ocupa-lhe o pensamento,
arrepia-lhe a pele,
atravessa-lhe a mente,
sem pedir licença
ou escolher um momento adequado...
Como se houvesse algum...
Abalroando outras ideias,
outras vontades...
Num turbilhão de emoções,
guiadas por desejos outrora partilhados,
mas agora inconfessáveis,
e por saudades imortais...
"Tu... sempre tu...", pensa ela,
balançando entre o carinho que ainda lhe aquece
a memória, o corpo e o coração,
e a revolta que não pode deixar de sentir...
Dividida entre sorrisos cúmplices
e lágrimas fugidias...
Oscilando entre as recordações doces
e as desfeitas constantes....
"Sai!", grita em surdina,
sabendo quão improvável seria dizê-lo de viva voz...
E quão impossível seria senti-lo verdadeiramente...
"Fica...", implora-lhe cada centímetro da sua pele,
ardendo num desejo explosivo e sôfrego...
Em silêncio...
Sempre em silêncio...
bjs
Ana
Queria que já não doesse...
Que não a magoasse tanto...
Que o tempo tivesse atenuado os danos...
Que lhe secasse as lágrimas...
Que lhe desembrulhasse os nós no estômago e no coração...
E que os golpes ainda abertos
e as cicatrizes de tantas mágoas
a obrigassem a ficar de fora de um jogo
do qual, raramente, sai vencedora...
Uma verdadeira roleta russa que, ainda assim,
a vicia, numa espiral estonteante
de emoções contraditórias...
Não consegue afastar-se,
nem criar defesas,
Acabando por deitar abaixo
os pequenos muros que tenta construir
para salvaguardar o seu amor-próprio,
e que cedem, sem resistência,
vítimas de um desejo insaciável
de estar, viver, partilhar, saborear...
Porque mesmo que doa,
doer é sentir...
E ela precisa de sentir algo...
Chegará alguma vez o momento
em que a indiferença
vai tomar conta do seu coração
e lhe permitirá não voltar a tentar a sorte
neste jogo repetido?
Nesse dia, morrerá uma parte dela...
A mais pura...
E os sentimentos nunca mais voltarão a ser
tão profundos, tão intensos
e a ficar tão indefesos...
bjs
Ana
O eco que fazem dentro de mim é devastador...
Por vezes tão vibrante,
Tão difícil de silenciar e de esconder...
Impossível de esquecer...
Outras.. quase mudo...
Atrevendo-se a fazê-las passar por inócuas e indolores...
Não...
Elas estão lá...
Até mesmo no som de uma simples nota fugidia
Que ousou escapar por entre um silêncio forçado e triste...
Podem parecer adormecidas,
Mas estão vigilantes...
Sempre prontas a libertar-se...
Atentas ao mínimo sinal de fraqueza...
Permeáveis a um sorriso, a uma palavra...
A um simples gesto...
Soltam-se como as ondas do mar revolto,
Em dia de gaivotas em terra...
Fragilizam-me, deixando-me indefesa,
Ao sabor daquilo que a memória me traz...
Recordam-me momentos de carinho e de calor,
Ao mesmo tempo que fazem a neve cair,
No jardim do meu coração...
Sim...
São saudades...
bjs
Ana
Estamos de parabéns!!!
6 aninhos!!!! ![]()
bjs
Ana
Mágoa, dor, revolta, tristeza...
misturadas com kg e kg de saudades...
O shaker do meu coração guarda esta mistura melancólica...
em porções inversamente proporcionais
às que o bom senso aconselharia...
bjs
Ana
Não tens razão para ter medo...
Estás enganado...
Eu nunca me vou embora...
Até mesmo quando sou eu que saio a porta...
Eu fico...
És sempre tu que partes...
Até sem sequer te mexeres...
És tu que deixas que a chuva comece a cair...
E que o vento me leve para longe...
É apenas uma ilusão...
Afinal, eu fico...
És sempre tu que te vais embora...
Não aprendi a dizer-te adeus...
Talvez um breve até já...
Com olhos brilhantes, ansiosos por voltar a encontrar os teus...
Eu nunca me vou embora...
És sempre tu...
bjs
Ana
Tens-me presa sem correntes...
Enfeitiçada sem encantamentos...
Não sinto o teu abraço, outrora tão apertado...
Mas trago-te sempre em mim...
Em cada gesto, sorriso...
Em cada momento de prazer...
Ou sempre que os meus olhos se iluminam...
Estás-me na pele...
Como um cheiro bom que se entranha no meu corpo...
Que faz os sentidos sonharem...
Doce veneno este que me corre nas veias e me acelera o coração...
Não há antídoto para o amor...
bjs
Ana
Enquanto (ainda) dormias,
embriagado num terrível pesadelo de amor,
aconcheguei-te os lençóis,
que alguém te tinha arrancado,
sem dó nem piedade...
Aqueci-te o corpo e a alma,
enquanto tiritavas,
embalado num mar de dor e de incompreensão...
Beijei-te os olhos,
para te limpar as lágrimas
e chorei contigo...
Apaguei as nuvens do teu coração e da tua vida,
mostrando-te como descobrires o sol, que brilhava lá atrás...
Tudo porque...
Tu estás no fundo do meu arco-íris...
bjs
Ana